Como tudo começou... Parte 1
Meu nome é Luciana Manzano e este é o primeiro post deste
blog e eu espero que seja o primeiro de muitos, mas que possa ser por um
bom motivo, que possa servir de ajuda,
informação ou uma simples palavra de conforto.
Tudo
começou em dezembro de 2015, quer
dizer, até hoje não sei bem se foi mesmo em dezembro de 2015 ou janeiro
de 2017, mas vamos lá....
Em
dezembro de 2015 fazendo alto exame da mama, que é muito importante por sinal,
senti uma parte mais dura no meu seio esquerdo próximo ao mamilo, não era um
nódulo mas era mais duro. Na ocasião fui ao médico e me perguntaram se eu tinha
caso de câncer na família, como eu não tinha, me pediram para fazer um
ultrassom, pois mamografia antes dos 40 anos, o convênio só libera em caso de câncer na família (absurdoooooo).
Fiz o ultrassom e não deu nada, a ginecologista disse que provavelmente era só
meu tecido mamário que era mais denso em algumas partes, mas que eu não tinha
com o que me preocupar, até porque eu ainda não tinha 40 anos e nenhum caso de câncer na família. Lembro
que de tanto ouvir isso, cheguei em casa e pensei, graças a Deus de Câncer eu
não vou morrer, pois não tenho nenhum caso na famíla... Mas como eu ouvi certa
vez em algum lugar, as vezes parece que Deus gosta de pegar nossas certezas e convicções
e jogar pela janela, só para mostrar pra gente que não é bem assim...
Smente
para constar, se eu soubesse nessa época, mesmo não dando nada no ultrassom eu
teria isso ao mastologista.
Então
passou 2016 e por causa da correria da vida não fui ao médico, em janeiro de
2017 voltei à ginecologista para fazer exames de rotina, aí ela disse, vou
aproveitar que você vai fazer 40 anos e vou pedir uma mamografia e um ultrassom
das mamas também. Lembro-me que comentei com meu namorado, estou preocupada com
o ultrassom do útero para saber se não
apareceu outro mioma (já operei de mioma também com 23 anos), pois na mama eu
sei que não tem nada. Mais uma vez a história das certezas e convicções.... No
ultrassom deu um nódulo no seio esquerdo, coincidência ou não, exatamente no
local em que eu sentia mais duro,imagem que se confirmou na mamografia que eu
vi o resultado no dia do meu aniversário 06/02/17, que tinha dado Bi Rads 4 ou
seja, grande chance de ser câncer de mama. Fiquei sem chão, lembro-me como se fosse
hoje, chorei muito, mil coisas passaram pela minha cabeça e claro o medo de
morrer, afinal estamos habituados a ouvir falar em câncer como uma sentença de
morte. Justamente naquele momento, me
dei conta de que eu não fiz nem metade das coisas que eu gostaria na minha
vida, Eu estava na casa do meu namorado, ele me consolava dizendo que a biópsia
passo seguinte ia dar negativa com certeza. Aquele dia foi difícil dormir, me
questionei algumas vezes sobre o que eu havia feito de tão ruim para merecer isso.
Ao mesmo tempo, sou muito racional e comecei a analisar se todas as pessoa que
eu conhecia e que tiveram câncer eram ruins assim e mereciam isso. E a
resposta foi não, crianças tem câncer... Então percebi que a pergunta deveria
ser diferente, porque não eu, eu sou igual a todo mundo ou será que eu pensava
antes que era melhor do que as pessoas que tinham câncer? Observei que as
pessoas que tinham câncer e se curavam tinham uma atitude positiva em relação a
vida e a doença. Embora eu acreditasse ainda que o resultado da biópsia seria
negativo, transformei aquela raiva momentânea, o medo, toda
aquela angústia que eu estava sentindo em
vontade de viver e decidi que eu não teria câncer, mas se eu tivesse aquela
doença não ia me vencer.

Parabéns Lú, não podemos desistir no primeiro não e desafios da vida, Deus na frente e "vamo simbora".
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